A História de Cachoeira Dourada

A manutenção de um replicas de relogios mecânico é muito diferente da manutenção de um relógio de pulso de quartzo analógico para mulheres. Esqueleto de mecânicos exigem serviço cada quatro cinco anos para réplicas de relógios garantir que relógios molas estão funcionando como deveriam estão mantendo tempo preciso. Um relógio de quartzo requer serviço rolex replica quando bateria precisando mudar proprietário percebe que tempo não mais exato por um mais caro que outro relógios.

Até os primórdios do século passado, o hoje município de CACHOEIRA DOURADA foi habitado por tribos indígenas da ramificação CAIAPÓS, por posseiros e de bravos sertanistas, que conviviam com doenças como a verminose, a maleita e chagas; os mesmos desfrutando de clima ameno, água e pesca à vontade; cercados, de um lado, pelas impetuosas correntes do imponente RIO PARANAÍBA e, de outro, por densa floresta virgem, de mais de 20 km de largura, com onças e abundância de caça, num ambiente mavioso e em meio à “solene voz da catarata!”.

ANTÔNIO LEITE, destemido bandeirante paulista, partindo do Rio dos Bois, contemplou, em 1824, vislumbrado, pela primeira vez, “com olhos da civilização, o imponente tombo do RIO PARANAÍBA”. E não se conteve em divulgar, posteriormente, tal maravilha!  Vale citar a beleza de um recanto que ninguém acreditaria existir naquele sertão bruto.

Relata-nos o versado historiador Dr. EDELWEIS TEIXEIRA que “o nome DOURADA lhe adveio da irisação dourada da fumaça após o tombo, quando o observador a vê do meio-dia para a tarde. É de ver-se então o arco-íris, ora aqui, ora acolá, à proporção que o sol descamba para o acaso”. Uma cachoeira que fica dourada com os raios de sol só poderia dar o nome ao local de Cachoeira Dourada, para satisfação do povoado que foi se formando ali porque pessoas que, mesmo atacadas pela maleita e pela verminose, eram atraídas pela beleza e feitiço da Cachoeira, pela fartura de pescas e pela aglomeração de turistas, na época da seca.

O adjetivo gentílico é: “CACHOEIRA-DOURADENSE”.

O núcleo populacional de CACHOEIRA DOURADA iniciou-se no século anterior a esse que ora se finda, com a doação que fizeram JOSÉ MARTINS FERREIRA, sua esposa e outros benfeitores, de 1 (uma) gleba de terras locais para constituição de um patrimônio físico imobiliário, sob a invocação de São João Batista que, pela devoção da gente simples e humilde do iniciante arraial viria a ser proclamado, oficialmente, o “Padroeiro da cidade”. Além do doador, alinham-se entre seus primeiros habitantes, dentre outros sertanistas, JOÃO BATISTA CINTRA e AZARIAS DE QUEIROZ BOTELHO.

“A importância dessa CACHOEIRA – diz-nos o mencionado Historiador, não poderia deixar indiferentes os bons tijucanos de outras épocas. Surgiu a ideia de se erigir ali, uma povoação. Assim é que a FAMÍLIA ANDRADE, dona dos terrenos, planejou e realizou a doação de um patrimônio para a Capela de SÃO JOÃO BATISTA DE CACHOEIRA DOURADA. A 24 de outubro de 1897, Padre Ângelo promove uma festa com levantamento de um Cruzeiro, no local. Em 1900, tem o mesmo provisão do Ordinário para erigir a Capela.”

Por ironia do destino e desgosto para o santo invocado, a capela São João Batista não foi construída até 1909, quando o fabriqueiro da Freguesia de Vila Platina, cônego Ângelo Tardio Bruno, vendeu as terras do patrimônio aos irmãos Camilo e Hilarião Rodrigues Chaves.

Os irmãos Chaves adquiram as terras com povoado formado com pouco mais de umas dez casas, viveu o povoado atividade primitiva, conhecido por “Feijoada” e que já possuía um pequeno cemitério. As fazendas dos Chaves, a Baú e a Largo dos Baús, já com melhorias. Já em 1994, o fazendeiro Camilo Chaves, então senador transfere o título de suas terras em Cachoeira Dourada, para seu filho Camilo Chaves Júnior.

Central Elétrica: Com a notícia dando conta que ganharia uma usina hidroelétrica, Cachoeira Dourada, começou em 1952, a experimentar o desenvolvimento populacional, com a vinda de pessoas de várias regiões do país em busca de trabalho.

Pertenceu o povoado de CACHOEIRA DOURADA ao município de Ituiutaba, desde os seus tempos iniciais, até o ano de 1953, quando foi elevado à categoria de DISTRITO, pela Lei Nº 1.039, de 12 de Dezembro de 1953 e, também, anexando ao município de Capinópolis, no mesmo ano. Pela Lei N° 2.764, de 30 de Dezembro de 1962, foi o Distrito elevado à MUNICÍPIO DE CACHOEIRA DOURADA. À 1º de Março, foi instalado o município e nomeado seu intendente, o ilustre Sr. WALDOMIRO DA SILVA MAYER.

Neste caso, o Governo Federal autorizou a CELG a construir a primeira fase da USINA DE CACHOEIRA DOURADA, com o potencial da ordem de 37.800 “cavalos”, concluindo-a em 1956. Com o advento de BRASÍLIA, a CELG iniciou a segunda etapa para ampliação energética, algo em torno de 190.000 “cavalos”, juntamente com a CONVAP e a MENDES JÚNIOR. Hoje,a Central e atraindo moradores.

Transferência de Sede

Com a ampliação da Usina – e dado o vulto da obra que empregava aproximadamente dez mil homens – não mais seria possível a permanência da vila às margens da queda da Cachoeira, exatamente dentro do canteiro se serviço das obras.

Assim, com a desapropriação decretada pelo governo Federal, em 27 de Abril de 1963, de toda área marginal, acima e abaixo da queda, a CELG adquiriu de Florêncio José Ferreira seis alqueires m/m no espigão do lado mineiro e foi traçada e locada a nova cidade. Os moradores e proprietários da vila antiga, foram indenizados e transferidos para o novo traçado.

Em 24 de Agosto de 1962 foi iniciado a transferência para o novo local. O primeiro barracão surgiu nesse dia construído por Floripes de Souza. Depois de 100 dias, a nova vila já contava com 410 casas, distribuídas em sete avenidas e quatro ruas.

Foi a partir de 30 de Dezembro de 1962 – com menos de quatro meses de construção da primeira casa – a vila de Cachoeira Dourada foi elevada à categoria de cidade. Em 1º de Março de 1963 foi instalado o município e nomeado seu intendente: Waldomiro da Silva Mayer.

A eleição dos primeiros dirigentes de Cachoeira Dourada ocorreu por intermédio de pleito renhido. Era 30 de Junho de 1963 e concorreram os partidos Social Democrático, Social Progressista e União Democrática Nacional.

Foram eleitos Camilo Chaves Júnior, para prefeito, e Cloves Alencar Chaves, para vice, em coligação formada pelos Partidos Social Democrático e Progressista. Para a Câmara Municipal foram eleitos os vereadores Afonso do Carmo, Ardelino Martins de Paulo, Delcides Joaquim Severo, João Gonçalves de Oliveira, pela lefenda da UDN; João Clementino da Silva e Joaquim Carolino de Souza, pela legenda do PSD; e Jacir de Souza e José Garcia de Araújo, pela legenda do PSP.

A posse dos eleitos prefeitos, vereadores e o Juiz de Paz, Antônio Silvério da Silva, ocorreu no dia 31 de Agosto de 1963. A Cãmara foi empossada pelo juiz eleitoral de Ituiutaba, Sebastião Lintz. Em seguida, a Câmara deu posse ao prefeito Camilo Chaves Júnior e ao Vice Cloves Alencar Chaves.